Ubiquity - pesquisa Priberam
Para quem anda desatento, o Mozilla Labs lançou recentemente o Ubiquity. Quem quiser saber em pormenor para que serve e o que faz, é favor dirigirem-se ao link anteriormente referido e perderem 5 minutos, até ficarem maravilhados.
Posto isto, e visto ser bastante simples criar comandos novos para o Ubiquity (bem, pelo menos, comandos básicos, como este), decidi fazer um que uso frequentemente, que é a pesquisa no dicionário online da Priberam. Até aqui tinha no firefox um bookmarklet onde se inseria o termo a pesquisar, sacado daqui.
Para instalarem no vosso Firefox só precisam de já ter o Ubiquity instalado e de seguida aceder a esta página, onde estão todas as intruções e detalhes.
Caso não funcione (não consigam chamar o comando), abram o about:ubiquity e do lado direito, abaixo do vídeo de demonstração, têm os comandos subscritos. Basta anular a subscrição do comando e seguir as seguintes instruções.
Edit:
Como disse antes, para quem não está a conseguir instalar por este método (pelos vistos bastantes pessoas, não sei bem o que se passa), abrem o Ubiquity e chamam o comando “command-editor”, que vai abrir uma caixa onde podem colocar o seguinte código.
Depois de colar o código, aconselho a dar um enter no fim, e fazer backspace para voltar ao mesmo sítio (notei que pode por vezes não ser inserido se não se fizer isto). De seguida podem ir à lista de comandos instalados e já lá deverá estar este novo comando.
Se tiverem alguma recomendação ou ideia, é favor deixar nos comentários, ou enviar para o mail fornecido na página.
Enjoy
Nikon D90

Pois é, após longa espera, a Nikon lá decidiu lançar a sucessora da famosa D80.
Esta D90 é fisicamente parecida com a D80, mas apresenta inúmeras novidades em relação a esta, como o liveview e um inédito modo de gravação de vídeo. Ficam as features principais:
12.9 megapixel DX-format CMOS sensor (effective pixels: 12.3 million)
3.0-inch 920,000 pixel (VGA x 3 colors) TFT-LCD (same as D3 and D300)
Live View with contrast-detect AF, face detection
Image sensor cleaning (sensor shake)
Illuminated focus points
Movie capture at up to 1280 x 720 (720p) 24 fps with mono sound
IS0 200-3200 range (100-6400 expanded)
4.5 frames per second continuous shooting (buffer: 7 RAW, 25 JPEG fine, 100 JPEG Normal)
Expeed image processing engine
3D tracking AF (11 point)
Short startup time, viewfinder blackout and shutter lag
Slightly improved viewfinder (96% frame coverage)
Extensive in-camera retouching including raw development and straightening
Improved user interface
New optional compact GPS unit (fits on hot shoe)
Same battery and vertical grip as D80
Vignetting control in-camera
72 thumbnail and calendar view in playback
Esta feature de vídeo, apesar de não ser nada de extraordinário, permite gravar vídeos em formato 720p, o que já não é nada mau, para um gajo não ter que andar com o telemóvel atrás. Não é uma “killer” feature, mas é muito bem vinda.
De notar também o ecrã igual às topo de gama da Nikon, a “limpeza” de sensor da moda e o liveview, também da moda. Tem portanto tudo o que está na moda, e mais o modo de vídeo.
Fiquem com um vídeo de testes da D90, numa altura em que ainda não se sabia nada dela
Link do “hands-on” do dpreview.
Se conseguir elevar (tem tudo para tal acontecer) o nível da D80, que é uma das melhores máquinas que a Nikon já fez, a Nikon pode tornar-se numa das melhores máquinas que a Nikon já fez (relação qualidade/preço).
Review - Trust Wireless Optical Mini Mouse
Ok, o nome é péssimo (Trust Wireless Optical Mini Mouse MI-4930Rp), mas garanto que o rato é excelente.
Primeiro que tudo, vamos ser honestos. Este rato é uma cópia descarada (mas não total), a nível de desenho, do Logitech MX Revolution, que é considerado o rei dos ratos para laptops, e com razão, não digo o contrário. Para mim, é um ponto positivo, porque a ergonomia do Logitech é a melhor alguma vez conseguida.
Para dar ideia real do tamanho do rato, coloquei-o ao lado de um cartão SIM, com o respectivo “dongle” também cá fora:

Como podem ver, o rato é pequeno, mas não demasiado pequeno (um erro idiota de muitos destes ratos), e o dongle, apesar de não ser microscópico como o do Logitech, é também bastante pequeno, e arruma-se na parte inferior do rato, desaparecendo por completo da vista.
A nível de extras, tem um botão dedicado para mudar os DPI (funciona nativamente em OSX), tem a scroll wheel com deslocamento lateral (além das funções normais) e mais dois botões convenientemente colocados do lado direito e que são facilmente manejáveis. De notar que o rato funciona nativamente em OSX, mas tal como o Logitech, necessita de um programa que permita configurar as teclas extra correctamente. Uso o SteerMouse, uma vez que a trust nem se dá ao trabalho de produzir drivers para OSX (não os censuro, na verdade, é só uma constatação). Com este programa, configurei o deslocamento lateral da wheel para subir/baixar o volume, e as teclas laterais para avançar/retroceder nos browsers/finder.
A performance é a de um rato comum, não se sente qualquer lag na deslocação (o que é péssimo para trabalhos que requerem precisão) e funciona com uma pilha, que aguentou no meu, utilizado todos os dias durante várias horas, cerca de 3 meses. O Logitech tem uma bateria, e tem carregador externo. É uma questão de gosto, e no fundo vai dar quase ao mesmo.

A nível ergonómico é excelente, derivado da concepção inspirada no Logitech, que se adapta perfeitamente às curvas da mão, ficando perfeitamente encaixado nesta. Neste aspecto, não poderia ser melhor.
Para finalizar, falta realçar a grande (gigantesca, mesmo) vantagem sobre o Logitech, que é o preço. O Logitech anda na ordem dos 50/55 euros, dependendo da loja, mas não sai muito dessa linha de preço. O Trust custou-me, vai fazer 4 meses, 20 euros. Sim, leram bem, quase 3 vezes menos. Não indico a loja, porque foi numa lojita local que nem tem site, mas encontra-se à venda em várias lojas nacionais.
Posto isto, em jeito de conclusão, só posso dizer que estou maravilhado com este rato. É pequeno, mas não muito, é ergonómico, tem o peso ideal (nem muito pesado nem muito leve) e uma autonomia e performance fantásticas.
Como diriam os dudes do DPreview, Highly Recommended :-), para quem não estiver na disposição de estourar 50 euros num rato (que é o melhor, mas é bastante caro).
Iraque, the tuga way
Uma pessoa distrai-se por uns dias e deixa de absorver uma quantidade inacreditável de informação, e então quando se está no norte de áfrica (vulgo algarve) a coisa torna-se bem pior.
Qual o meu espanto quando hoje leio num jornal que se registaram 70 mortes nas estradas, nos últimos 30 dias. Este número pode não chocar alguns, mas definitivamente põe-me a comparar o nosso país com uma guerra civil, silenciosa, é certo, sem bombas nem snipers, mas com armas, e de destruição maciça.
O que me deixa mesmo triste é continuar a ver pessoas a gabarem-se que andam a 200 na estrada, ou que fazem aquele caminho em menos 15 minutos que o vizinho, e que, apesar dos números de uma autêntica guerra, as pessoas continuam a conduzir como se fossem os únicos na estrada.
Não sei quanto a vocês, mas começo a ter verdadeiramente medo de andar de carro, porque se há uma causa de morte que me deixa apavorado é levar com um animal desses pela frente sem ter culpa de nada. Isso, e as alforrecas, são nojentas e gordurosas ![]()
Bater no ceguinho …
Eu não queria estar a “bater no ceguinho”, o problema é que o ceguinho consegue ver, melhor que eu …
Ontem fomos presenteados com mais uma pérola da criminalidade e da hipocrisia.
Resumo: dois indivíduos estavam a assaltar um edifício (segundo me recordo, uma vacaria), a polícia foi alertada, deram voz de prisão aos sujeitos, que por sua vez, no direito que os assiste como criminosos, acharam por bem tentar atropelar um dos guardas. Não lhe acertaram, calhou, e se assim tivesse acontecido isto já nem era notícia, porque um criminoso matar um polícia não é digno de registo, por ser algo não condenável pela sociedade (basta ler vários artigos de opinião dos intelectuais do croquete para chegar a essa conclusão).
Posto isto, os guardas perseguiram os sujeitos, deram vários tiros na direcção do carro destes, e, imagine-se, acertaram, infelizmente, numa criança que misteriosamente se encontrava dentro da viatura dos criminosos. Um dos indivíduos era pai da criança de 12 anos, o outro era tio.
Infelizmente, a criança veio a falecer. Os indivíduos foram capturados.
No fim disto tudo, e depois da trágica notícia que a criança tinha infelizmente falecido, logo surgiram as vozes do racismo, da brutalidade das forças policiais e dessas bandeiras todas que se erguem nestes casos. Falou-se mesmo no facto de o tal pai da criança processar criminalmente o guarda que disparou os tiros. Genial.
Para terminar a desgraça, dois pormenores magníficos. Primeiro, gostava que algém pudesse perguntar a este pai o que o levou a fazer assaltos com uma criança de 12 anos no carro, e se não acha que o principal culpado pela morte da criança é, precisamente, ele. Depois, só de notar o facto deste indivíduo ter sido mandado para casa e posteriormente ter sido descoberto que tinha apresentado identidade falsa em tribunal e que estava foragido da cadeia e era procurado.
Há coisas fantásticas, não há?
Assalto ao BES
Acho que meio mundo já falou deste assunto, mas não podia deixar passar a situação.
Os assaltantes eram nitidamente descerebrados, primeiro porque foram assaltar uma dependência sem dinheiro, depois porque recusaram negociar com a polícia, e por último, e felizmente, vieram expor-se para a rua.
A polícia mostrou trabalho, salvaram-se quem tinha que se salvar, os dois reféns, e o resultado foram “quase” dois cadáveres. Actuação magnífica das operações especiais, e uma mostra de competência como é raro de ver por cá (porque estas situações também são raras, felizmente).
Se fico contente pela morte de um dos assaltantes? Não, não fico contente com a morte de ninguém. Se fico contente com o desfecho final? Sim, fico, não morreu mais um inocente, como é costume, e os assaltantes levaram pela medida que ele tão nitidamente estavam a pedir, devido ao seu comportamento.
Se houve uso excessivo de força, como já todos os pseudo intelectuais do croquete já fizeram questão de manifestar? Claro que sim, então eles só estavam a apontar pistolas à cabeça dos dois reféns e a ameaçar matá-los a qualquer momento, não vejo necessidade de enfiar uma bala na cabeça dos idiotas, até porque aquela gerente bancária com 3 filhos em casa não merecia sair dali viva, mais valia ter esperado que levasse um tiro e aí sim já podíamos seguir as regras da boa educação entre criminosos e polícias.
Rui Moura. Geek by nature. Design Multimedia student. Linux user, Photo lover. /me likes pizza, beer and caramel icecream.





